Conversor de Taxas de Juros

Duas ferramentas em uma. A primeira converte uma taxa entre períodos — dia, mês, semestre e ano — usando taxas equivalentes (a forma correta, com juro sobre juro). A segunda mostra como somar e subtrair taxas do jeito certo, porque 1% + 2% não é 3%. Abaixo de cada uma, a conta explicada.

1. Taxa equivalente entre períodos

Informe uma taxa e diga a que período ela se refere. A calculadora mostra a taxa equivalente em todos os outros períodos — aquela que, capitalizada, chega exatamente no mesmo resultado.

A que período essa taxa se refere.

Taxas equivalentes:
Ao ano
Ao semestre
Ao mês
Ao dia útil (252 por ano)
Ao dia corrido (365 por ano)

Taxas equivalentes assumem capitalização composta. Dia útil usa 252 dias/ano (convenção do CDI/Selic); dia corrido usa 365. Estimativa educativa — não substitui a leitura do contrato.

O que é taxa equivalente (e por que não é só dividir por 12)

Duas taxas são equivalentes quando, aplicadas pelo mesmo tempo total, geram o mesmo montante — mesmo que estejam em períodos diferentes. A conversão é feita por capitalização composta, não por uma simples divisão ou multiplicação. A fórmula é:

taxa do período novo = (1 + taxa atual)(n₁ / n₂) − 1, onde n₁ e n₂ são quantas vezes cada período cabe em um ano (ano = 1, semestre = 2, mês = 12, dia útil = 252, dia corrido = 365).

O exemplo clássico: 1% ao mês não é 12% ao ano. Como o rendimento de cada mês passa a render no mês seguinte, a conta certa é (1 + 0,01)12 − 1 ≈ 12,68% ao ano. A diferença de 0,68 ponto pode parecer pouca, mas em prazos longos e valores altos ela vira muito dinheiro.

Equivalente × nominal (proporcional): a pegadinha do "ao ano"

Quando um banco diz "2% ao mês, ou 24% ao ano", ele está usando a taxa nominal (proporcional): só multiplicou por 12. Mas o custo efetivo daquele 2% ao mês é (1,02)12 − 1 ≈ 26,82% ao ano. A taxa nominal quase sempre subestima o custo real de um financiamento e o ganho real de um investimento. Por isso, ao comparar duas ofertas, traga as duas para o mesmo período usando a taxa equivalente — é a única comparação honesta.

2. Somar e subtrair taxas

Taxa não se soma como número comum. Escolha a operação, informe as duas taxas e veja o resultado correto — ao lado da conta simples (a errada), para enxergar a diferença.

Taxa acumulada (composta):
Pela conta simples (soma direta)
Diferença

Estimativa educativa. Use a taxa composta — a conta simples é mostrada apenas para comparação.

Por que 1% + 2% não dá 3% (acumular taxas)

Quando duas taxas incidem uma depois da outra — dois meses de rendimento, dois reajustes seguidos —, elas se compõem. A segunda taxa não incide só sobre o valor original, mas também sobre o que a primeira já rendeu. Por isso:

taxa acumulada = (1 + taxa 1) × (1 + taxa 2) − 1. No exemplo, (1,01) × (1,02) − 1 = 3,02%, não 3%. Aquele 0,02 a mais é o juro do 2% sobre o 1% do primeiro período. Em sequências longas (12 meses de inflação, por exemplo), ignorar isso distorce bastante o total.

Taxa real: como descontar a inflação do jeito certo

O erro mais comum das finanças do dia a dia: achar que render 10% com inflação de 5% dá 5% de ganho real. Não dá. A taxa real desconta a inflação de forma composta:

taxa real = (1 + taxa nominal) ÷ (1 + inflação) − 1. Com 10% e 5%, fica (1,10) ÷ (1,05) − 1 ≈ 4,76% — e não 5%. Quanto maiores as taxas, maior a distância entre a subtração simples e a conta certa. É essa taxa real que diz se o seu dinheiro de fato ganhou poder de compra.

Como fazer na mão, no Excel e na calculadora financeira

Perguntas frequentes

1% ao mês é 12% ao ano?

Não — é cerca de 12,68% ao ano, por causa do juro sobre juro. Multiplicar por 12 dá a taxa nominal (proporcional), que é menor que a efetiva.

Qual a diferença entre taxa nominal e efetiva?

A nominal é apenas proporcional ("2% ao mês = 24% ao ano"). A efetiva considera a capitalização composta ("2% ao mês = 26,82% ao ano"). Contratos e comparações sérias usam a efetiva.

Posso somar as taxas de meses diferentes?

Não diretamente. Para acumular o rendimento de vários períodos, multiplique os fatores (1 + taxa) de cada um e subtraia 1. Só assim o resultado reflete o juro sobre juro.

Conteúdo educativo. Não é recomendação de investimento.